Mais de 60% do varejo mineiro está otimista com as vendas no segundo semestre de 2020

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Mais de 60% do varejo mineiro está otimista com as vendas no segundo semestre de 2020

As medidas de distanciamento social e a paralisação das atividades não essenciais ajudaram a conter a propagação do novo coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais. Com isso, diversos setores produtivos foram fortemente impactados e precisaram se reinventar para manter suas operações. Mas, já no início do segundo semestre, com a redução da disseminação do vírus e a flexibilização das atividades em várias cidades mineiras, centenas de estabelecimentos do comércio de bens, serviços e turismo voltaram a funcionar, reaquecendo gradualmente a economia.

Aos poucos, e com toda a cautela, o otimismo dos empresários mineiros começa a reaparecer. Essa confiança pode ser justificada pela retomada das atividades e pela expectativa de vendas para o segundo semestre, considerado o melhor para o mercado, por incluir datas como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal. Não por acaso, 60,8% dos empresários do setor esperam que as vendas para o período sejam melhores que no primeiro semestre do ano. É o que revela o levantamento “Expectativa de vendas – 2º semestre de 2020”, da Fecomércio MG.

De acordo com a análise, cerca de 40% dos empresários acreditam que as vendas na segunda metade de 2020 tendem a ser melhores se comparadas com o mesmo período de 2019. “Esse efeito é influenciado, principalmente, pelo otimismo e a esperança dos empresários, motivo apontado por 40,5% dos entrevistados. Além disso, o aquecimento do comércio e a retomada das atividades econômicas em diversos municípios mineiros também contribuíram para esse resultado”, pontua o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Entre as datas comemorativas, o Natal é o que mais impacta positivamente o comércio varejista mineiro no segundo semestre. O dia 25 de dezembro beneficia, aproximadamente, 59% das empresas entrevistadas, seguida pelo Dia das Crianças (19%) e o Dia dos Pais (16%).

Apesar do otimismo, o especialista alerta que os empresários do comércio devem acompanhar atentamente o comportamento dos consumidores e da concorrência, principalmente, em relação aos processos de escolha e gestão. “Para minimizar os efeitos do cenário econômico desfavorável, é preciso planejar e atrair o consumidor. O relatório mostra que 30% dos empresários vão investir em ações de divulgação e propaganda e 25,5% devem apostar em promoções e liquidações”, afirma.

A pesquisa de opinião também indica que cerca de 18% dos empresários devem investir em um atendimento diferenciado para atrair e fidelizar seus clientes. Já os segmentos mais confiantes para o período são de combustíveis e lubrificantes (88,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (77,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (70,6%); móveis e eletrodomésticos (68,4%), além de tecidos, vestuário e calçados (67,9%).

A análise captou ainda que as compras parceladas no cartão de crédito serão a modalidade de pagamento mais usada no período (32,3%), seguida pela compra à vista, no dinheiro (23,7%). Devido aos altos juros do cartão, o economista-chefe sugere cautela ao consumidor para que ele não comprometa o orçamento doméstico. “Entre as modalidades de pagamento, o cartão de crédito, se não for usado com sabedoria e moderação, pode comprometer a renda familiar. Por isso, é sempre importante ter controle das finanças e planejar bem os gastos.”

O levantamento “Expectativa de vendas – 2º semestre de 2020” foi realizado entre os dias 24 de agosto e 11 de setembro de 2020. Ao todo, foram avaliadas 337 empresas em Minas Gerais.