Número de testes rápidos da Covid-19 em farmácias já supera a população de dez capitais


Já passa de 823 mil o número de testes rápidos da Covid-19 realizados no varejo farmacêutico brasileiro, segundo indicadores da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). “Esse volume é superior à população de dez capitais brasileiras, incluindo João Pessoa-PB (817.511), Aracaju-SE (664,9 mil) e Cuiabá-MT (618,1 mil), além de todo o estado de Roraima (631,2 mil)”, destaca o CEO da entidade, Sergio Mena Barreto.

A pesquisa completa pode ser conferida aqui. De acordo com o levantamento, 823.906 pacientes foram submetidos aos testes no período de 6 de maio a 27 de setembro, sendo que 118.726 (14%) apresentaram resultado positivo e 705.180 (86%), negativo. Os percentuais são os mesmos que foram registrados nos três estudos anteriores divulgados em setembro.

Ao todo, 2.049 farmácias estão ofertando o serviço. Mais da metade (1.096 – 53%) dos estabelecimentos está concentrada em São Paulo. Na sequência figuram Minas Gerais (274), Rio de Janeiro (108) e Ceará (92)

Casos por estado

O Amapá continua a ser o estado com maior percentual de casos positivos, o equivalente a 28% dos 1.507 testes. Outros oito estados também registram índices de pessoas infectadas acima de 20% – Amazonas (26% de 9.032), Ceará (25% de 27.230), Paraíba (25% de 4.989), Acre (25% de 632), Pará (22% de 15.530), Bahia (22% de 9.670), Rondônia (21% de 803) e Rio de Janeiro (20% de 41.380 testes).

Os menores índices de pessoas que tiveram contato com o vírus está em Santa Catarina (9% de 12.953 testes) e no Rio Grande do Sul (10% de 61.182).

Fonte: Saúde Business

Produtos liberados para venda em farmácia


Expor e comercializar mercadorias não permitidas ao comércio farmacêutico no ponto de vendas (PDV), pode ser considerado uma irregularidade gravíssima, por isso, saber quais são os produtos liberados para venda em farmácia é indispensável para as empresas do ramo.

Nós, da MyPharma, buscamos facilitar sempre mais a vida de gestores e farmacêuticos de farmácias e drogarias. Então, preparamos este artigo listando quais produtos podem ser disponibilizados ao consumo ou expostos à venda nos PDVs.

Vamos descobrir o que tem na farmácia de fato?

Produtos de conveniência em farmácias

Em primeiro lugar, farmácias drogarias são estabelecimentos que prestam serviços de saúde à sociedade e, de acordo com a legislação sanitária federal, são autorizadas a vender medicamentosinsumos farmacêuticos e correlatos.

E sobre os produtos de conveniência em farmácias?

Nosso grande ponto-chave para esta questão tem como base a Lei nº 5.991/73, que conceitua e apresenta o termo “drugstore“: “estabelecimentos que, mediante autosserviço ou não, comercializa diversas mercadorias, com ênfase para aquelas de primeira necessidade, dentre as quais alimentos em geral, produtos de higiene e limpeza e apetrechos domésticos, podendo funcionar em qualquer período do dia e da noite, inclusive nos domingos e feriados”.

Atualmente, drugstore é considerado um modelo de farmácia à parte dos formatos: convencionalpopularmisto online. Nele, é possível sim que o consumidor encontre produtos de conveniência e diversos outros produtos liberados para venda em farmácia. 

Com isso, através da lei federal, respondemos, então, que não há proibição ao comércio de outros produtos, de natureza diferente da farmacêutica, em estabelecimentos farma.

No entanto, lembre-se: produtos de conveniência em farmácia podem agregar o ticket médio, mas não dá para extrapolar!

Por exemplo:

Pode vender refrigerante em farmácia?

Sim! Desde que o produto esteja devidamente regular junto à Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de registro ou notificação.

Além disso, através da Instrução Normativa (IN) nº 09/09, a Anvisa estabeleceu a relação dos produtos permitidos para dispensação e comercialização em farmácias e drogarias. Falaremos sobre a IN mais abaixo.

Por hora, nossa dica é: acima de tudo, esteja sempre informado(a) acerca das atualizações relacionadas ao tema “produtos de conveniência em farmácias”.

Produtos correlatos na farmácia

Como mencionamos acima, além de medicamentos e insumos farmacêuticos, farmácias e drogarias também podem comercializar correlatos e alguns alimentos — seguindo as normas da Anvisa.

Então, por exemplo: termômetros; testes glicêmicos; cosméticos; artigos de higiene pessoal e perfumes; alimentos para fins especiais; produtos para saúde; plantas medicinais; chás naturais e drogas vegetais são uma pequena parte dos produtos correlatos que estão autorizados a serem vendidos em farmácias.

No Brasil, o que regula e determina quais correlatos podem ser comercializados em farmácias e drogarias é a Instrução Normativa (IN) nº 09/09.

Nessa legislação, além dos medicamentos, é permitida a comercialização de outros produtos, desde que estejam devidamente regulares junto à Anvisa.

Para facilitar o alcance, dispomos abaixo os correlatos permitidos e proibidos para venda em farmácias e drogarias. Confira!

Segundo a Instrução Normativa (IN) nº 09/09 os produtos liberados para venda em farmácia são:

  • É permitida, às farmácias e drogarias, a comercialização de medicamentos, plantas medicinais, drogas vegetais, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico in vitro.
  • A dispensação de plantas medicinais é privativa de farmácias e ervanarias, observados o acondicionamento adequado e a classificação botânica. 
  • Entre os produtos médicos, é permitida a comercialização daqueles que tenham possibilidade de utilização por leigos em ambientes domésticos, conforme especificação definida em concordância com o registro do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 
  • Entre os produtos para diagnóstico in vitro, é permitida a comercialização apenas dos produtos para autoteste, destinados à utilização por leigos. 
  • Também fica permitida a comercialização de mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, observando-se a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, e os regulamentos que compõem a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Protetores de Mamilo (NBCAL); lixas de unha, alicates, cortadores de unhas, palitos de unha, afastadores de cutícula; pentes, escovas; toucas para banho; lâminas para barbear e barbeadores; brincos estéreis, desde que o estabelecimento preste o serviço de perfuração de lóbulo auricular; e essências florais empregadas na floralterapia. 
  • Não é permitida a venda de piercings e brincos comuns não utilizados no serviço de perfuração de lóbulo auricular. 
  • É vedado, ainda, o comércio de lentes de grau, exceto quando não houver, no município, estabelecimento específico para este fim, conforme legislação vigente.

Pode vender alimentos em farmácia?

Os alimentos com comercialização permitida pela Anvisa dentro de farmácias são os voltados para fins especiais.

Em suma, podem ser comercializado nos PDVs:

  • Alimentos para dietas com restrição ou ingestão controlada de nutrientes;
  • Alimentos para grupos populacionais específicos (lactentes, crianças, gestantes, idosos);
  • Suplementos alimentares;
  • Substâncias bioativas com alegações de propriedades funcionais e/ou de saúde;
  • Probióticos com alegações de propriedades funcionais e/ou de saúde;
  • Alimentos com alegações de propriedade funcional e/ou de saúde e novos alimentos.

Vale reforçar que os produtos citados somente podem ser comercializados quando em formas de apresentação não convencionais de alimentos, tais como comprimidos, tabletes, drágeas, cápsulas, sachês ou similares.

Além disso, também é permitida a comercialização de:

  • Chás;
  • Mel;
  • Própolis;
  • Geleia real.

Para os alimentos permitidos, fica também a regra de que só podem ser comercializados se estiverem regularizados junto à Anvisa.

E ainda, quanto à identificação dos alimentos cuja comercialização é permitida, pode ser baseada nas informações contidas no rótulo, referente à finalidade a que se destinam, conforme legislação específica.

Produtos liberados para venda em farmácia: perguntas e respostas

O que pode e o que não pode vender em drogaria ou farmácia?

Pode vender óculos em farmácia?

Será que pode vender óculos de grau em farmácia?

Conforme regula a IN nº 09/09: “é vedado o comércio de lentes de grau, exceto quando não houver, no município, estabelecimento específico para este fim, conforme legislação vigente.”

Pode vender chocolate em farmácia?

O chocolate entra na categoria alimento e produto de conveniência. Então sim, é permitida a venda. No entanto, é obrigatório que o produto esteja devidamente regular junto à Anvisa por meio de registro ou notificação.

Pode vender inseticida em farmácia?

Não é permitida a venda de inseticidas em farmácias ou drogarias.

Pode vender chinelo em farmácia?

Não é permitida a vender chinelos convencionais em farmácias ou drogarias.

Pode vender doce em farmácia?

E doce? Pode vender em farmácia?

Doces como, por exemplo, mel e geleia real são permitidos. Demais doces, por exemplo: balas convencionais; chicletes; gomas de mascar, etc. entram na categoria alimento e produto de conveniência cuja venda é permitida. No entanto, desde que o produto esteja devidamente regular junto à Anvisa por meio de registro ou notificação.

Pode vender sorvete em farmácia?

E sorvete?

Sorvetes entram na categoria alimento e produto de conveniência. Então sim, pode vender sorvete em farmácia. No entanto, é obrigatório que os produtos estejam devidamente regulares junto à Anvisa por meio de registro ou notificação.

Pode vender pilha em farmácia?

Sim, pode vender pilha em farmácia.

Pilhas entram na categoria produtos de conveniência. Portanto, é obrigatório que os produtos estejam devidamente regulares junto à Anvisa por meio de registro ou notificação.

Farmácia pode vender brinquedos?

A categoria “brinquedo” é relativa. Por exemplo: existem bicos, chupetas e mordedores em formato de brinquedo, cuja comercialização é permitida em farmácia de acordo com a IN nº 09/09. 

Se os brinquedos não pertencerem a origem mencionada acima, a farmácia não pode vender estes brinquedos.

Drogaria pode vender medicamento manipulado?

Somente farmácias podem vendem medicamentos manipulados.

Drogarias comuns, sem CNAE de farmácia de manipulação e devidas autorizações, não podem vender medicamentos manipulados.

Conclusão

Como já comentamos, há uma série de itens que não correspondem às categorias “medicamentos e insumos farmacêuticos”, mas que são produtos liberados para venda em farmácia e drogaria e geram bons rendimentos ao ticket médio dos PDVs. Sobretudo os itens de conveniência.

No entanto, é necessário enfatizar que esses estabelecimentos são específicos para fins de saúde, então, tal como seus gestores e farmacêuticos, devem se atentar para que o foco dos produtos comercializados seja o de assegurar a assistência terapêutica integral e a promoção, a proteção e a recuperação da saúde dos consumidores.

Fonte: MyPharma

8 dicas para implementar um e-commerce farmacêutico


A internet é um meio que facilita as compras, inclusive de medicamentos. Aproveitando esse veículo, as farmácias estão investindo cada vez mais na modalidade de e-commerce farmacêutico. Mas, para implementar esse novo conceito de vendas, é preciso seguir algumas regras. Assim como no estabelecimento físico, o e-commerce para farmácia de manipulação também segue normas de segurança.

Entre elas, a presença do farmacêutico responsável durante o horário de funcionamento é imprescindível. Somente ele poderá realizar a liberação de medicamentos, tanto pela internet como por outros meios remotos. No caso do e-commerce, o pedido é realizado através do próprio site do estabelecimento ou rede.

Além disso, é necessário que o domínio seja “.com.br”, com as seguintes informações na página principal:

  • Nome fantasia e razão social, com endereço, CNPJ, telefone e horário de funcionamento;
  • Nome e número da inscrição do farmacêutico responsável, conforme o Conselho do Farmacêutico Responsável Técnico;
  • Alvará Sanitário ou Licença de acordo com a legislação vigente e expedido pela Vigilância Sanitária;
  • Autorização de funcionamento pela Anvisa;
  • Entre outros.

COMO FUNCIONA A OPERAÇÃO LOGÍSTICA DE E-COMMERCE FARMACÊUTICO?

A operação logística de ecommerce farmacêutico precisa de planejamento, já que toda a rentabilidade do negócio depende dela. Como são muitos os produtos à venda, é preciso se atentar desde o armazenamento até a entrega segura ao cliente. O que demanda uma boa gestão da farmácia de manipulação, assim como a participação de diversos setores da farmácia. Entre eles, marketing, equipe de vendas online, gestão do estoque, atendimento ao cliente, entre outras. Todos trabalhando em sintonia para que o cliente tenha uma ótima experiência na compra do seu manipulado.

Além disso, é preciso ter cuidado com o mix de produtos, o que inclui os medicamentos químicos e os que requerem refrigeração, além de cosméticos e outros. Ou seja, alguns necessitam de um envio especial e com muito cuidado. Além de se atentar ao tipo ideal de envio, outro ponto importante é o prazo de entrega. O e-commerce para farmácia de manipulação precisa disponibilizar informações precisas sobre esse serviço ao cliente.

Esse fator merece muita atenção, já que se trata de medicamentos e o cliente precisa deles imediatamente. Além disso, devido à quantidade de produtos, se torna complexo manter um estoque disponível para todos os medicamentos.

Dentro da operação logística de e-commerce farmacêutico, é preciso se atentar também ao controle de vendas de alguns produtos. Ou seja, muitos medicamentos necessitam da apresentação de receita, enquanto outros não estão liberados à venda.

Como você viu, o papel da logística para farmácia online é muito importante. E para alcançar o sucesso, você pode contar com uma plataforma inteligente nesse processo logístico. Ou seja, para facilitar o comércio eletrônico, essa plataforma deve trabalhar com determinados pontos.

As dicas e orientações abaixo, sobre como implementar o e-commerce para farmácia de manipulação, foram reunidas pelo farmacêutico Luis Fernando Brum, durante apresentação na Consulfarma 2019:

1. REGULAMENTAÇÃO

Considere as leis e regulamentações da Anvisa para vendas online. Como o Fernando explicou, a divulgação online da farmácia é um atendimento remoto para prescrições regulado pela RDC nº 44/09.  Essas regras devem ser adotadas em qualquer meio comunicativo online, entre elas, as redes sociais para farmácia. É fundamental o envio ou retenção de receita, atuação de um farmacêutico, entre outros pontos. É possível ter um e-commerce, basta entender e seguir as normas. Como vantagem, é possível construir credibilidade para a sua farmácia.

2. PLATAFORMA DE E-COMMERCE

Ela precisa atender as necessidades do seu e-commerce, oferecendo segurança e fácil navegação aos clientes. Dessa forma, considere ferramentas importantes, como busca inteligente para produtos, opções variadas de pagamento, entre outras. Ademais, escolha plataformas que sejam responsivas, ou seja, uma página online que se adapta ao dispositivo móvel usado pelo usuário. Isso significa que ele pode realizar todas as ações feitas no site acessado pelo computador, assim como no celular.

3. UPLOAD DE RECEITAS MÉDICAS

No caso de produtos com venda controlada, a sua plataforma deve contar com um upload no carrinho de compras. Assim, o cliente poderá enviar a receita para que a sua equipe faça a conferência da mesma. Esse processo é fundamental para realizar a venda do produto farmacêutico e torná-lo o mais prático e fácil, agilizando a venda. Assim como se aproxima desse público que prefere realizar suas compras online.

Quando a logística para farmácias com vendas online é bem planejada, o negócio se torna mais rentável.

4. MULTI CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO

Antes de colocar no ar o e-commerce farmacêutico, é preciso planejamento. Para tornar esse canal de vendas eficiente, os centros de distribuição devem estar coordenados, cada um com a sua agenda de distribuição e seus pedidos direcionados. Aliás, a implementação de um centro de distribuição permite aumentar o seu mix de produtos e ter um estoque maior, além de atender rapidamente o cliente. Outra opção, caso seja possível, é oferecer a retirada dos produtos em diferentes unidades.

5. ENTREGA EXPRESSA

Uma plataforma inteligente para o comércio eletrônico deve conseguir trabalhar com entrega expressa. A sua farmácia online pode investir em:

  • Motoboy: para atender clientes próximos;
  • Correios ou transportadora tradicional: para atender clientes mais distantes;
  • Transporte especial: para produtos que necessitam de refrigeração.

Deixe visível no seu e-commerce quais são os tipos de entrega, regiões atendidas e quais são os prazos de entrega. Não deixe essas informações ao fim da venda, pois isso pode tornar a experiência com o cliente negativa e este perde o interesse em visitar novamente sua página web.

6. PROGRAMA DE FIDELIDADE

fidelização dos clientes é de grande importância para todos os nichos, inclusive para uma farmácia virtual. Para isso, ofereça ofertas inteligentes, com promoções de acordo com o perfil do seu cliente. Assim como ofereça descontos para quem assinar sua newsletter, por exemplo. Além disso, apresente as vantagens de optar pela compra online. Dessa forma, você fortalece o seu e-commerce farmacêutico. Outro item que contribui em fidelizar clientes é a opção da compra programada, para o caso de produtos de uso mensal.

7. ATENDIMENTO AO CLIENTE

Sobretudo, é importante que a sua página online de e-commerce evidencie para o cliente que o atendimento é sempre feito por um farmacêutico. Essa regra é fundamental para seguir as normas determinadas pelo órgão fiscalizador, assim como para garantir a segurança e confiabilidade nos dados trocados com o cliente. Se a sua farmácia oferece atendimento pelo WhatsApp, também evidencie essa informação.

8. ASSEGURAR INFORMAÇÃO AO CLIENTE

É imprescindível que o cliente receba todas as informações sobre os produtos disponibilizados no e-commerce farmacêutico. Ou seja, isso é diferente de fazer propaganda ou publicidade sobre um produto, o que é proibido pela Anvisa. A regulação sobre esse tema é o RDC Anvisa nº 96/08, no qual está determinado o que pode e não pode no marketing da farmácia magistral. Dessa maneira, o farmacêutico pode apresentar dados e publicações científicas para o conhecimento do seu leitor ou do profissional da saúde. Tudo fiel à literatura do produto apresentado no e-commerce farmacêutico.

O CRESCIMENTO DO E-COMMERCE FARMACÊUTICO E SEUS BENEFÍCIOS

O setor farmacêutico está investindo cada vez mais no e-commerce, uma modalidade que cresce cada dia mais. Com o e-commerce para farmácia de manipulação, é possível atingir diferentes clientes e aumentar as vendas. Esse é um setor que se torna positivo tanto para as farmácias quanto para os clientes.

Através das vendas online, pode-se obter um leque maior de novas categorias de vendas, diferente do que ocorre em lojas físicas. Além de medicamentos, os clientes encontram produtos de higiene, beleza, artigos para bebês, fitness, ortopédicos e cosméticos. E por meio dos produtos não medicamentosos, as farmácias conseguem obter uma renda maior, além de novas parcerias com fabricantes.

E todos saem ganhando, uma vez que os clientes também possuem benefícios, já que podem encontrar tudo o que precisam em um só lugar. Esse poder de visualização abre espaço para novos clientes, que encontram descontos e preços mais atrativos pela internet. Como destaque, a comodidade de comprar e receber os produtos no conforto do seu lar e em curto prazo de entrega.

Todos esses pontos têm sido rentável para ambos os lados, o que torna o e-commerce farmacêutico uma excelente opção.

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Referências: Mundo do MarketingVTEXSebraeDigitalksE-commerce News e ERPFlex.

Fonte: Purifarma

Mais de 60% do varejo mineiro está otimista com as vendas no segundo semestre de 2020


As medidas de distanciamento social e a paralisação das atividades não essenciais ajudaram a conter a propagação do novo coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais. Com isso, diversos setores produtivos foram fortemente impactados e precisaram se reinventar para manter suas operações. Mas, já no início do segundo semestre, com a redução da disseminação do vírus e a flexibilização das atividades em várias cidades mineiras, centenas de estabelecimentos do comércio de bens, serviços e turismo voltaram a funcionar, reaquecendo gradualmente a economia.

Aos poucos, e com toda a cautela, o otimismo dos empresários mineiros começa a reaparecer. Essa confiança pode ser justificada pela retomada das atividades e pela expectativa de vendas para o segundo semestre, considerado o melhor para o mercado, por incluir datas como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal. Não por acaso, 60,8% dos empresários do setor esperam que as vendas para o período sejam melhores que no primeiro semestre do ano. É o que revela o levantamento “Expectativa de vendas – 2º semestre de 2020”, da Fecomércio MG.

De acordo com a análise, cerca de 40% dos empresários acreditam que as vendas na segunda metade de 2020 tendem a ser melhores se comparadas com o mesmo período de 2019. “Esse efeito é influenciado, principalmente, pelo otimismo e a esperança dos empresários, motivo apontado por 40,5% dos entrevistados. Além disso, o aquecimento do comércio e a retomada das atividades econômicas em diversos municípios mineiros também contribuíram para esse resultado”, pontua o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Entre as datas comemorativas, o Natal é o que mais impacta positivamente o comércio varejista mineiro no segundo semestre. O dia 25 de dezembro beneficia, aproximadamente, 59% das empresas entrevistadas, seguida pelo Dia das Crianças (19%) e o Dia dos Pais (16%).

Apesar do otimismo, o especialista alerta que os empresários do comércio devem acompanhar atentamente o comportamento dos consumidores e da concorrência, principalmente, em relação aos processos de escolha e gestão. “Para minimizar os efeitos do cenário econômico desfavorável, é preciso planejar e atrair o consumidor. O relatório mostra que 30% dos empresários vão investir em ações de divulgação e propaganda e 25,5% devem apostar em promoções e liquidações”, afirma.

A pesquisa de opinião também indica que cerca de 18% dos empresários devem investir em um atendimento diferenciado para atrair e fidelizar seus clientes. Já os segmentos mais confiantes para o período são de combustíveis e lubrificantes (88,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (77,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (70,6%); móveis e eletrodomésticos (68,4%), além de tecidos, vestuário e calçados (67,9%).

A análise captou ainda que as compras parceladas no cartão de crédito serão a modalidade de pagamento mais usada no período (32,3%), seguida pela compra à vista, no dinheiro (23,7%). Devido aos altos juros do cartão, o economista-chefe sugere cautela ao consumidor para que ele não comprometa o orçamento doméstico. “Entre as modalidades de pagamento, o cartão de crédito, se não for usado com sabedoria e moderação, pode comprometer a renda familiar. Por isso, é sempre importante ter controle das finanças e planejar bem os gastos.”

O levantamento “Expectativa de vendas – 2º semestre de 2020” foi realizado entre os dias 24 de agosto e 11 de setembro de 2020. Ao todo, foram avaliadas 337 empresas em Minas Gerais.

4 formas de agilizar a venda de medicamentos com desconto através do Portal da Drogaria


mercado farmacêutico está se modernizando. As redes de farmácia buscam cada vez mais a inovação através da automação de seus processos e de uma relação diferenciada com os seus clientes. Buscando a eficiência, com ferramentas que trazem impactos positivos na experiência do público, demonstra-se também uma preocupação com o bem-estar do cliente no estabelecimento. Dessa forma, a venda de medicamentos com desconto precisa se reinventar.

Eficiência e inovação com o Portal da Drogaria

Trabalhar com descontos em medicamentos é extremamente importante para redes de farmácia, pois além de atrair um público novo, fideliza quem já é cliente. No entanto, outro aspecto tão importante quando o desconto é a agilidade no atendimento. Para unir esses dois aspectos e gerar uma vantagem competitiva, o Portal da Drogaria é uma solução que toda farmácia precisa utilizar.

Conheça 4 maneiras de agilizar a venda de medicamentos com desconto através do Portal da Drogaria!

1. Consultando se o produto faz parte de um programa de benefício

Numa situação comum, sem o uso do Portal da Drogaria, ao consultar se um medicamento está com desconto, o atendente precisa buscar pelo programa e aí sim, buscar o medicamento, demandando um tempo que prejudica o atendimento.

Já com o Portal da Drogaria, essa consulta pode ser feita rapidamente, com um leitor de código de barras, ou digitando o nome do medicamento, o que gerará uma verificação automática do produto, mostrando se ele está, ou não, em algum programa de desconto. Pensando em uma rotina com diversos atendimentos, essas pequenas soluções fazem toda a diferença.

2.Verificando se o cliente faz parte do programa

Outra situação que o Portal Drogaria também agiliza é a verificação por CPF, se o cliente participa do programa qual o produto procurado faz parteApós realizar esta consulta, caso o cliente não faça parte do programa, também é possível que ele seja incluído imediatamente após a verificação, além de já informar os descontos do produto e as quantidades que podem ser adquiras com determinado desconto.

Muitas vezes, a ausência de uma ferramenta como essa pode fazer o estabelecimento perder uma venda e, até mesmo, um futuro cliente. O tempo de espera para verificar programa por programa até encontrar um que ele esteja incluído pode ser o suficiente para o cliente desistir e procurar outra drogaria.

3.Cadastrando o cliente na hora, caso não participe do programa

E no caso do cliente não estar cadastrado em nenhum programa? Bom, isso também não será um problema! É possível reverter essa situação rapidamente.

O Portal Drogaria permite que o cliente seja cadastrado na hora, o que agiliza o atendimento e não requer muita complicação para inseri-lo nesses benefícios, pois o operador não precisa ligar para nenhum 0800 ou entrar em sites diversos para consulta ou ainda solicitar para o cliente retornar a loja depois, além da adesão ser instantânea, ou seja, ao finalizar o cadastro, o cliente já tem acesso aos programas. Essa solução, especificamente, é um diferencial pois acaba fazendo a fidelização desse cliente, que é o que toda rede de farmácias deve buscar.

4.Tirando dúvidas sobre o PBM quando o atendente quiser

Os Programas de Benefício em Medicamentos cadastrados no Portal Drogaria oferecem descontos em mais de 1.500 produtos e medicamentos de diferentes marcas. Drogarias credenciadas em PBMs podem oferecer descontos diferenciados para seus clientes, podendo cobrir aproximadamente 80% de todos os programas oferecidos pelas indústrias do setor.

Trabalhar com os programas que o Portal Drogaria atende é bem simples, ainda mais com a facilidade de acessar informações. Ao precisar consultar qualquer informação ou dúvida sobre o PBM, o atendente pode verificar rapidamente aquilo que ele precisa saber, como por exemplo: consulta de desconto por quantidades de produto adquirido, consulta de reposição de medicamento, lista de produtos disponíveis, treinamento, informações sobre os produtos, etc.

Não restam dúvidas agora de que o Portal da Drogaria é um excelente canal de comunicação, pois seus benefícios facilitam, e muito, o relacionamento entre atendentes e consumidores. Além disso, pode-se afirmar também que é uma ferramenta capaz de transformar a qualidade do atendimento em uma vantagem competitiva, facilitando ainda mais a venda de medicamentos com desconto.

Aderindo ao Portal Drogaria, a farmácia passa a se relacionar com duas formas de fidelização, essa em relação ao cliente, que tende a tornar o negócio mais estável, e a fidelização em relação à própria indústria de medicamentos, viabilizando o crescimento do negócio.

Fonte: InterPlays

Investimentos farmacêuticos atenuam queda do PIB nacional


Apesar da crise econômica decorrente da pandemia da covid-19, as indústrias farmacêuticas nacionais preveem um crescimento de 5,69% em 2020, de acordo com o Sindusfarma. Esse aquecimento deve atenuar a queda no PIB brasileiro deste ano.

Numerosas enquetes afirmam que a população redescobre o valor da Ciência neste momento: os olhos e câmeras estão voltados para dentro dos laboratórios, na expectativa por boas notícias em relação à evolução da vacina contra o coronavírus. Em anos passados, esse interesse se limitava a notícias sobre o lançamento de um ou outro produto revolucionário.

E não é para menos. Atualmente o Brasil tem, no mínimo, cinco vacinas nacionais em fase de desenvolvimento ou testes (do Instituto Bio-Manguinhos, UFPR, UFMG e UFSC em parceria com UFMG e Instituto Butantan). Para atender essa intensa demanda, fornecedores da indústria farmacêutica precisam de agilidade. Um equipamento como um bloco customizado, por exemplo, que levaria 60 dias para ser entregue, hoje precisa estar na mão dos pesquisadores em 15 dias. Para isso, a proximidade do cliente por meio de telefonemas ou visitas, na medida do possível, se mostra a melhor forma para suprir as necessidades no exato momento em que elas surgem.

Outro movimento que vem sendo notado é a antecipação e adequação das plantas para a produção, envase e distribuição da vacina, num momento posterior, o que vai exigir novos equipamentos e muita escala. Além disso, percebemos que o crescimento da nossa indústria farmacêutica só não foi maior por conta do redirecionamento de cerca de 10% das verbas anuais do SUS para o combate à pandemia, o que obrigou o cancelamento de algumas compras de produtos não relacionados.

Diante desse cenário promissor, muitas pessoas se perguntam como entrar nesse mercado, seguem algumas dicas: rastreabilidade é a chave no setor farmacêutico. Sem controle extremo de seus insumos ou equipamentos ninguém se estabelece neste mercado, é preciso investir para alcançar essa performance. Trata-se de um ramo em que não se tolera qualquer contaminação, seja na produção ou no envase. Para isso, algumas normas técnicas devem ser seguidas, como a ASME BPE (EUA), ISPE Baseline and Guidance, ISO 22519 (para a geração de PW e WFI) e European Hygienic Engineering and Design Group (EHEDG).

Com investimentos em qualidade e excelência, podemos ajudar nosso país nesse momento de tão grave crise econômica e sanitária. Afinal, não se trata somente de elevar o PIB de um ou outro setor, e sim de encontrar caminhos para uma imunização plena da população, com perspectivas de  uma saúde pública cada vez mais atenta a nossas necessidades e especificidades.

Texto de Hans Paul Mösl  (administrador de empresas e gerente geral de vendas da área PFB (farmacêutica, alimentícia e de biotecnologia) da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle).

Como encantar o cliente da farmácia?


Confira as dicas da palestrante e consultora de empresas, especializada em varejo e colunista do Guia da Farmácia, Silvia Osso

Hoje, dia 15 de setembro é o dia do cliente, palestrante e consultora de empresas, especializada em varejo e colunista do Guia da FarmáciaSilvia Osso, falou em entrevista exclusiva para o portal Guia da Farmácia, sobre como conquistar o shopper neste momento de flexibilização do isolamento social.

O que mudou no comportamento do cliente com a pandemia? 

A chegada do novo coronavírus adiantou processos e, agora, pode-se dizer que vivemos um futuro bastante aguardado em diversos aspectos. A Covid-19 desencadeou transformações sem precedentes, assim, acelerando inovações que impactam desde os hábitos de consumo da sociedade até as ações mais simples e cotidianas da vida pessoal e do trabalho.

  • Uma das 1ª escolhas dos consumidores foi optarem por farmácias onde foram implementadas medidas de higiene e distanciamento social; layout com manutenção de distância de segurança; limitação ao número de pessoas, bem como maior ventilação natural e limpeza das áreas.
  • Aliada às medidas de proteção, buscaram também orientação sobre as formas de contágio, bem como medidas a adotar para garantir a segurança.
  • Clientes optaram por empresas onde a aceleração da transformação digital foi mais rápida; de forma que atendessem presencialmente e on- line das várias mídias sociais e com todas as possíveis formas de entrega em domicílio.
  • Houve por parte dos clientes e das empresas um aumento dos cuidados com as relações interpessoais e sensibilização para as questões de vida pessoal dos clientes e colaboradores. Os clientes buscam atendimento rápido, porém com demonstração de atenção e afeto. Isso porque quanto melhor e mais rápida a frequência relacional entre clientes e empresa, melhor.
  • Os clientes têm optado por empresas que manifestem maior sensibilidade em relação às questões sociais, inclusão social, acima de tudo, maior preocupação com os impactos das ações corporativas em relação ao mercado e seus propósitos valor à sociedade.

Como conquistar esse novo cliente?

Atendendo com agilidade, com todos os cuidados de higiene e distanciamento social, utilizando as várias formas de mídias e digitalização atuais.

Além disso, lojas atraentes e serviços completos de atenção farmacêutica são importantes como: vacinas, testes de laboratório, orientação sobre doenças habituais, dentre outros.

Como melhorar a experiência no ponto de venda (PDV) neste momento de flexibilização?

Lojas atraentes, funcionais e com todos os cuidados de higiene e distanciamento social como displays de álcool gel, Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) para o lado de fora dos balcões, onde os clientes tenham acesso fácil; melhor sinalização visual contendo regras de convivência; tapetes higienizadores, corredores mais largos, balizas com faixas impedindo aproximação ao balcão, e barreiras protetoras de acrílico ou vidro nos caixas são alguns dos itens indispensáveis para que a loja seja mais funcional.

Além disso, gentileza, orientação e conteúdo também são requisitos fundamentais.

Como se comunicar com o cliente da farmácia através das redes sociais?

Quanto mais objetivo e em mais mídias melhor. Os clientes querem poder optar por virem informações, bem como preços e oportunidades em várias mídias.

Fonte: Guia da Farmácia

Boas práticas farmacêuticas: Anvisa abre consulta pública para RDC 44/09


Todas as contribuições recebidas são consideradas públicas e estarão disponíveis no menu “resultado” do formulário eletrônico

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou as consultas públicas, para comentários e sugestões do público geral, da RDC nº 44/2009, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas, e da RDC nº 302/2005, que trata sobre requisitos técnicos para a execução das atividades relacionadas aos Testes de Análises Clínicas (TAC) na prestação de Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapêutico (SADT).

As Consultas Públicas (CPs) 911 e 912 relacionadas a serviços de saúde recebem a partir desta quarta-feira (9/9) comentários e sugestões da sociedade. Publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) de 2/9, elas permanecerão abertas por 45 dias a contar desta quarta-feira, ou seja, até 23/10.

A CP 911/2020 trata de proposta de Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) para alterar os dispositivos relacionados a serviços de saúde contidos na RDC 44/2009; que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, bem como da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias. A CP 912/2020, por sua vez, diz respeito aos requisitos técnicos para execução das atividades relacionadas aos Testes de Análises Clínicas (TACs) na prestação de Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT).

A submissão de propostas de atos normativos à consulta pública tem como objetivo validar, de forma ampla, minutas de instrumentos regulatórios e, ao mesmo tempo, colher subsídios para qualificar as decisões da Anvisa. Em outras palavras, as consultas públicas oferecem aos cidadãos, às entidades sociais, bem como aos representantes do setor regulado a oportunidade de participar da construção das normas regulatórias.

Como participar? 

Após a leitura e a avaliação dos textos, as sugestões poderão ser enviadas por meio do preenchimento de um formulário específico, de acordo com a respectiva CP:

Formulário da Consulta Pública 911/2020 

Formulário da Consulta Pública 912/2020 

Ao final do preenchimento do respectivo formulário, será disponibilizado o número de protocolo do registro de participação. Todas as contribuições recebidas são consideradas públicas e estarão disponíveis no menu “resultado” do formulário eletrônico, inclusive durante o processo de consulta.

Após o término das CPs, a Anvisa fará a análise das contribuições e poderá, se for o caso; promover debates com órgãos, bem como entidades e aqueles que tenham manifestado interesse no assunto. Assim, com o objetivo de fornecer mais subsídios para discussões técnicas e para a deliberação final da Diretoria Colegiada.

Além disso, os cidadãos que não têm acesso à Internet também poderão participar. Nesse caso, as contribuições devem ser encaminhadas por escrito, durante o período da consulta; para o seguinte endereço: Anvisa/GRECS/GGTES, SIA trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050. Excepcionalmente, contribuições internacionais poderão ser encaminhadas, em meio físico, para o mesmo endereço. Porém, devem ser direcionadas, especificamente, à Assessoria de Assuntos Internacionais (Ainte).

Foto: Shutterstock

Fonte: CRF-SP

Vendas de cosméticos e perfumaria em farmácias crescem mais de 50% em 2020


A exposição correta dos produtos nas lojas físicas e investimentos nos canais online das farmácias têm influenciado no crescimento

Certamente você já deve ter ido à farmácia para comprar algum produto de perfumaria ou cosmético, não é? A opção pela farmácia e não outro estabelecimento comercial pode ser por vários motivos, como facilidade em encontrar o item, desconto imperdível do tipo “Leve 3, pague 2”, bom atendimento… Em geral, a opção dos consumidores em comprar itens de cosméticos e perfumarias, que pode ser entendido como tudo o que não é medicamento vendido nas farmácias, resultou em crescimento do setor nos estabelecimentos do Brasil. É o que aponta levantamento realizado pela startup do ramo farmacêutico, MyPharma, localizada em Toledo, região oeste do Paraná.

“A classe de perfumarias e cosméticos possui característica sazonal, ou seja, varia de acordo com a época do ano. Com a pandemia, cresceu ainda mais a procura por produtos de necessidade básica, como sabonetes, devido a necessidade de redobrar os cuidados com a higiene pessoal”, afirma o diretor de marketing da MyPharma, Carlos Henrique Soccol.

Neste ano, foi registrado crescimento de 51% nas vendas de cosméticos e perfumaria nas farmácias, em relação ao ano passado, sobretudo nas vendas online, intensificadas com a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) em todo o país. Além da procura natural por parte dos consumidores, os lojistas apostam também em estratégias diferentes para chamar a atenção das pessoas. Expor os produtos de maneira visível em cestos ou oferecer um mix de produtos da linha cosméticos e perfumaria interessantes, podem ser boas táticas para fisgar o consumidor.

Vendas de cosméticos em farmácias

“Podemos dizer que o mix de produtos é a porta de entrada das vendas, pois com um bom catálogo de produtos você atrai as necessidades dos clientes e seus desejos de consumos. Além disso, é importante investir em canais de atendimento e vendas como loja virtual, WhatsApp e redes sociais; assim, dando diferentes opções para os clientes”, sugere o diretor de marketing da startup.

Quem está fazendo a lição de casa é o Fernando Pessoa. Ele é proprietário da Farma Gama, que fica na cidade satélite de Gama, em Brasília. Na sua farmácia, ele procura manter os itens de cosméticos e perfumaria visíveis tanto em vitrines quanto em cestos, mais próximos da porta de entrada.

“Além da maior exposição desses itens, eu também instalei um sistema de iluminação diferenciado do restante da loja para chamar a atenção dos clientes. Procuro empregar novas técnicas de apresentação dessas mercadorias, atendendo a cada seção e indicação da farmácia”, comenta Fernando.

Antenado com a necessidade atual do mercado, o empresário também investe em marketing digital para atingir os consumidores nos meios online, que ficaram mais evidenciados com a pandemia do novo coronavírus.

“Tenho apostado em conteúdo de divulgação pelas redes sociais da farmácia e em influenciadores digitais dos produtos que estão em alta no mercado. Esta é a hora de investir em marketing digital, manter investimento no delivery, que permanecerá alto mesmo depois da pandemia. Além de continuar prestando um bom atendimento aos clientes”, complementa Fernando.

Como adequar os espaços

Para Soccol, Fernando está no caminho certo e outros proprietários de farmácia também podem lançar mão de mais estratégias.

“O primeiro passo é montar a vitrine da loja, conforme as demandas da época do ano. O comerciante deve dispor itens de maior chance de interesse e procura no momento, assim, praticando descontos inteligentes para essas mercadorias. Já nos canais online do estabelecimento, é importante trabalhar em sintonia; com destaque dos mesmos produtos, seja em postagens em redes sociais, bem como na home page do site ou outros ambientes virtuais”, sugere Carlos.

Como escolher cosméticos para crianças

Foto: Shutterstock
Fonte: MyPharma

Hypera anuncia a venda do medicamento Xantinon a União Química


O Xantinon é um medicamento voltado para o tratamento de doenças hepáticas

A Hypera União Química Farmacêutica Nacionalassinaram um contrato para a venda do Xantinon pelo valor total de R$ 95 milhões, informou a Hypera, no último dia 25.

Na avaliação da Ágora Investimentos, que tem recomendação neutra para a ação da companhia e preço-alvo de R$ 38, a operação é importante para que a empresa farmacêutica possa prosseguir com o processo de aquisição do portfólio da Takeda, ainda sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Xantinon é um medicamento voltado para o tratamento de doenças hepáticas, segmento concentrado que tem dentre os concorrentes das marcas Epocler, Estomazil e Gastrol.

Preços da Hypera e União Química 

Para a Ágora, o lado negativo do acordo é o preço a que o Xantinon foi vendido.

De acordo com a corretora, o ativo poderia estar avaliado entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões.

Esse também foi um ponto destacado pela Guide Investimentos:

“A companhia esperava levantar um capital muito mais relevante com a venda do ativo. Ainda assim, conseguiu se desfazer do produto que já pensava em retirar do seu portfólio composto por outros 18”, afirmou.

Foto: Shutterstock

Fonte:  Money Times