Orientar quem precisa: papel do farmacêutico durante pandemia é fundamental


Da pesquisa ao atendimento no balcão, mais de 220 mil trabalhadores da área continuam atuando durante a quarentena, ainda que, para isso, tenham que colocar em risco a própria segurança

O farmacêutico é o profissional de saúde mais acessível à população. Diante de uma pandemia causada por um vírus respiratório altamente contagioso e cujas formas de combate ainda são imprecisas, o papel de quem orienta o paciente é essencial. Da pesquisa ao atendimento no balcão, mais de 220 mil trabalhadores da área continuam atuando durante a quarentena, ainda que, para isso, tenham que colocar em risco a própria segurança.

É o caso de Elisângela Lemos, de 36 anos, farmacêutica que, por amor e vocação à profissão, entrou no programa do governo federal “O Brasil Conta Comigo”, ação voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde no enfrentamento à pandemia. “Tem que ter vocação, respeito acima de tudo e empatia pelo próximo, porque, neste momento, todas as áreas da saúde são de extrema importância e precisam ser valorizadas igualmente por estarem ligadas diretamente à vida, o bem mais valioso”, afirma. Atuando com a dispensação (entrega adequada) de medicamentos para mulheres infectadas pelo coronavírus, ela foi lotada na Maternidade Ana Braga em Manaus, capital com um dos maiores índices de mortalidade do Brasil. 
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Para Elisângela, a vontade de cuidar de quem precisa supera o medo de contrair a doença, sentimento de quem quer retribuir a ajuda que recebeu no início da carreira. “Eu tinha que acordar às 4h e ir para uma fazenda próxima de Santarém [no Pará], para buscar leite para vender e poder pagar o curso de Farmácia. Como eu tinha uma filha e não tinha com quem deixá-la, eu a levava comigo. Na faculdade, como ela não podia participar das aulas práticas, a tia da cantina ficava com ela para mim. Eu tive muito apoio de pessoas que eu não conhecia”, conta a profissional.
Quem também abdicou do próprio conforto para continuar na linha de frente é a gerente farmacêutica Talita Araújo, de 27 anos, que não visita mais os avós desde o início do período de isolamento social. Ela diz que precisou mudar a rotina para proteger os familiares. “Antes [da pandemia], buscava meu bebê de 11 meses com a minha mãe e ia para casa [após o trabalho]. Agora, preciso dar uma volta a mais, passando em casa antes para tomar um banho, fazendo toda a higienização e evitando, mesmo assim, contato físico. A maior preocupação nem é pela gente, mas pelos nossos”, explica Talita, que trabalha em uma drogaria de Águas Claras, cidade com uma das maiores taxas de transmissão da covid-19 no DF.
Além dos cuidados com os familiares, Talita é responsável por toda uma equipe e lida diretamente com o público. “Quando a recomendação é não ir aos hospitais sem necessidade, as pessoas recorrem às farmácias, até mesmo para se orientar. E temos a responsabilidade de prestar esse serviço à população. Já tivemos clientes positivos para o coronavírus e, por mais que haja a preocupação, porque tudo é muito novo, temos tomado todas as precauções possíveis para garantir a saúde de todos”. De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, 3.444 farmacêuticos estavam entre os casos suspeitos e confirmados de covid-19 no país. 


Sem prescrição

Além de equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva, o isolamento dos balcões e testagem dos funcionários foram outras medidas adotadas ainda no início da pandemia do novo coronavírus. “Muitas vezes, o nosso time de loja lida diariamente com mais pacientes do que algumas unidades de Saúde, com estabelecimentos que recebem cerca de mil pessoas por dia no atendimento. Então, precisamos pensar desde o início em como avançar na colaboração e proteger, ao mesmo tempo”, reitera o diretor de Operações do Grupo Pacheco, Felipe Zogbi.
Para ele, a atenção à segurança em um momento de pandemia ultrapassa a questão da higienização e entra no âmbito da prescrição. “Informações de remédios milagrosos ou que estão sendo usados no tratamento do coronavírus precisam ser observados pelos farmacêuticos. Tivemos uma enxurrada de clientes procurando, sem prescrição, por medicamentos que são de uso contínuo para certas pessoas. Então, a postura é preservar o atendimento de quem necessita e observar as atualizações do Ministério da Saúde”, pontua. 
Em meio a esse cenário, conselhos de farmácia de todos o país realizaram a campanha “não entre em pânico e antes de usar qualquer medicamento, consulte o farmacêutico”. O motivo do alerta foi o resultado de um estudo realizado a pedido dos conselhos, pela consultoria IQVIA, que constatou um aumento significativo nas vendas de medicamentos que foram relacionados, de alguma forma, à covid-19. A vitamina C, cujo “efeito preventivo” contra o vírus foi disseminado em fake news, foi a campeã em comercialização nos primeiros meses de pandemia. 
Com o objetivo de controlar esse cenário, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) emitiu uma nota técnica em que manifesta formalmente a possibilidade de o farmacêutico negar a dispensação de um medicamento, mesmo com prescrição médica. Esse direito já faz parte da competência natural desses profissionais, que são peça integrante do processo decisório de tratamento e cuja a forma de condução implica diretamente na saúde e na segurança das pessoas.
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Presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João ressalta, ainda, a importância da área para além do atendimento em balcão, citando a atuação em pesquisas e produção de novos medicamentos e testes laboratoriais, na vigilância em saúde, no atendimento direto aos pacientes em farmácias públicas e privadas, em laboratórios, instituições de longa permanência de idosos, hospitais, unidades de terapia intensiva (UTIs). “É preciso reconhecer a força de trabalho dos farmacêuticos na ótica de um comando nacional que integre, de fato, as farmácias e os profissionais nessa emergência de saúde pública.”
Motivo de alerta

Pesquisa indicou um aumento significativo nas vendas de medicamentos que tiveram seus nomes associados, de alguma forma, ao combate à covid-19. Vale destacar que nenhum remédio tem eficácia comprovada no combate ao novo coronavírus.

Fonte: Correio Braziliense  

Receitas médicas têm prazo de validade ampliada durante pandemia


Projeto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro contempla receitas de medicamentos de uso contínuo

As receitas médicas ou odontológicas de medicamentos simples de uso contínuo tiveram a validade ampliada. O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou lei determinando que o receituário tenha validade pelo menos enquanto perdurarem as medidas de isolamento em função da pandemia da Covid-19. A medida foi publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União

A extensão de prazo não se aplica ao receituário de medicamentos controlados. Dessa forma, antibióticos, antidepressivos e remédios de controle, incluindo os de tarja preta, tiveram as regras mantidas.

O médico chefe do pronto atendimento do Sirio-Libanês, em Brasília, Carlos Rassi, detalhou os benefícios que a ampliação do prazo das receitas para medicamentos de uso contínuo traz à população.

“Esses pacientes, em geral, são portadores de doenças crônicas que requerem tratamento ininterrupto das suas condições para que eles permaneçam estáveis, controlados. Como exemplo, posso citar os pacientes portadores de doenças cardiovasculares que a interrupção das suas medicações pode levar a descompensações clínicas e desfechos até mesmo fatais dependendo do medicamento que for interrompido o uso”, disse.

Segundo Rassi, a medida contribui ainda para reduzir a demanda por atendimentos médicos em meio à pandemia do novo coronavírus. “Acho bastante correta essa medida do governo em relação à prorrogação da validade desses receituários simples de medicamentos de uso continuo no período de pandemia, visto que nesse período o acesso aos profissionais está tendo um grau de dificuldade maior, principalmente da população mais carente”, explicou o médico.

Fonte: Presidência da República – Planalto

ANVISA aprova novo tratamento para doença rara pulmonar


Medicamento é o primeiro para condição crônica e progressiva e apresentou 57% de redução no avanço da doença pulmonar

Pacientes com doenças pulmonares têm um novo tratamento disponível no Brasil. O medicamento nintedanibe, da farmacêutica Boehringer Ingelheim, recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para doenças pulmonares intersticiais (DPIs) fibrosantes com fenótipo progressivo, uma condição crônica, na qual a fibrose pulmonar continua a piorar. É a primeira terapia para esse tipo da doença, a receber aprovação para tratar a fibrose pulmonar progressiva, que pode ser causada por diferentes doenças.
“A nova indicação é um divisor de águas para médicos, mas principalmente para 13 mil pacientes no Brasil que agora poderão ter uma nova esperança com uma possível redução de 57% no avanço da doença” explica o pneumologista Dr. Carlos Pereira. As DPIs pertencem ao grupo de doenças raras e abrangem mais de 200 distúrbios que podem levar a uma cicatrização irreversível do tecido do pulmão (fibrose), que afeta negativamente a função do órgão, comprometendo a capacidade respiratória.
“Estamos muito orgulhosos com a aprovação do nintedanibe como o primeiro medicamento para fibrose pulmonar crônica e progressiva. A indicação reforça nosso know-how em tratamentos respiratórios e reflete a nossa preocupação em revolucionar o tratamento para milhares de pacientes que contarão com essa alternativa”, alerta Thais Melo, diretora médica da Boehringer Ingelheim Brasil.
Nintedanibe é um inibidor de tirosina quinase multi-direcionado que atua bloqueando a proliferação, a migração e a transformação de células envolvidas no desenvolvimento da fibrose pulmonar e, dessa forma, tratando e diminuindo a progressão da DPI com fenótipo fibrosante progressivo. Atualmente, também está aprovado no Brasil para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática, para pacientes com DPI associada à esclerose sistêmica e para câncer de pulmão.
A aprovação foi baseada no estudo INBUILD, o primeiro de fase III no campo das DPIs que agrupou pacientes com base no comportamento clínico de doença, em vez do diagnóstico clínico primário. Um total de 663 pessoas de 15 países foram avaliadas. Os resultados mostraram que nintedanibe diminuiu a perda de função pulmonar em 57% em relação ao placebo. Recentemente, a FDA, a agência regulatória dos Estados Unidos, aprovou o medicamento para a mesma finalidade.


Sobre OFEV
OFEV (nintedanibe) já está aprovado no Brasil para o tratamento de pacientes com fibrose pulmonar idiopática. Em dezembro de 2019, teve sua indicação ampliada no país como a primeira e única terapia para diminuir a taxa de declínio da função pulmonar em pacientes com doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica.


Sobre a Boehringer Ingelheim
A Boehringer Ingelheim é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo e a maior de capital fechado, com cerca de 51.000 funcionários globalmente e possui como foco de atuação desenvolver soluções de saúde com grande valor e impacto para pessoas e animais. Atua há mais de 130 anos para trazer soluções inovadoras em suas três áreas de negócios: saúde humana, saúde animal e fabricação de biofármacos. Em 2019, obteve vendas líquidas de cerca de € 19 bilhões de euros. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento corresponderam a aproximadamente 18% do faturamento líquido, cerca de 3,5 bilhões de euros. No Brasil há mais de 60 anos, a Boehringer Ingelheim possui escritório em São Paulo e fábricas em Itapecerica da Serra e Paulínia. A empresa recebeu, em 2020, pelo quarto ano consecutivo, a certificação Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras do mundo por seu diferencial nas iniciativas d e recursos humanos. 

Fonte:
Prnewswire

Diretoria do Sincofarma Minas Gerais aprova contas e debate outros temas de interesse do setor


O Sincofarma Minas Gerais realizou Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária nesta quarta-feira, 15 de julho, para avaliar as contas relativas ao exercício de 2019 e se posicionar diante das exigências trazidas pela pandemia do novo coronavírus. Confira um resumo do que foi tratado na reunião, realizada de forma remota: 

Contas aprovadas 

A assembleia contou com a participação de todos os diretores, que aprovaram o relatório de contas do exercício passado e as propostas de reajuste que serão levadas à negociação com os representantes dos farmacêuticos e práticos. 

Programa Regularize 

Foi também debatida a possibilidade de o contribuinte mineiro requerer o parcelamento de saldo remanescente de débito tributário, conforme previsto no Programa Regularize, do governo estadual. O prazo para aderir ao programa vai até 31 de agosto. 

PL 1442/2019 

Outro tema tratado foi o Projeto de Lei 1442/2019, de autoria da deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede), que pretende estabelecer um piso salarial para o farmacêutico.  

O advogado da Fecomércio-MG Marcelo Nogueira, reforçou a importância de que o Sindicato seja o órgão responsável pela negociação com os colaboradores e pelo estabelecimento de pisos e tetos, para conferir maior segurança jurídica ao processo, já que a Convenção Coletiva de Trabalho tem força de lei depois de assinada por ambas as partes. O projeto tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 

Coronavírus 

A pandemia gerou uma série de novos procedimentos e protocolos a serem seguidos pelas farmácias. Houve orientações a esse respeito e também quanto à publicidade dos testes rápidos para detecção da Covid-19. 

Para mais informações e em caso de possíveis dúvidas, entre em contato com a nossa equipe.

Alta no varejo em maio ainda não garante retomada


Os dados da pesquisa mensal do IBGE sobre o desempenho do setor varejista brasileiro em maio mostraram uma recuperação das vendas no país, após o período de isolamento social mais rigoroso, em abril. Para Guilherme Almeida, economista da Fecomércio-MG, ainda é cedo, entretanto, para se falar em uma recuperação sólida da economia. “O aumento foi noticiado e divulgado com muito otimismo, mas temos que ter cautela”, alerta. Os números apontaram uma elevação nas vendas naquele mês de 13,9% em âmbito nacional e 17,1% em Minas Gerais, na comparação com abril.

O especialista observa, porém, que no acumulado de 12 meses os resultados ainda são negativos: retração de 3,9% nas vendas nacionais e de 3,2% no Estado. “São muitos os desafios a serem enfrentados. Há diversos fatores que dificultam uma retomada consistente. Os números revelam que muitas empresas faliram, o desemprego aumentou consideravelmente, a renda se encontra achatada e o mercado de crédito ainda se mostra ineficiente do ponto de vista de captação”, lamenta Guilherme.

Essencialidade dá fôlego às farmácias

A pesquisa mostrou também que os segmentos considerados essenciais pelos decretos estaduais e municipais evitaram que a curva de retração do varejo fosse mais acentuada. Agrupadas pelo IBGE no segmento de “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos”, as farmácias registraram crescimento de mais de 10% em comparação a abril – em 12 meses, a variação positiva foi de 2,9%. Já quando comparados a maio de 2019, os dados indicam uma queda de 2,6%. Em Minas, o crescimento foi pequeno frente ao mesmo mês de 2019 (0,4%), mas ficou acima da média nacional no acumulado do ano (6,6%).

Além das farmácias, supermercados também apresentaram alta, também em razão da essencialidade do serviço. Para o economista, ainda é cedo para prever qualquer comportamento futuro, tendo em vista a fragilidade observada nas demais bases comparativas e as perspectivas atuais da economia. “A retomada tende ser mais lenta”, conclui.

Comunicação Sincofarma Minas Gerais

Assembleia Geral Ordinária – AGO e Assembleia Geral Extraordinária – AGE


O Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais Sincofarma Minas Gerais, em obediência ao Estatuto Social e demais legislações pertinentes, tem o prazer de convidá-los a participar da Assembleia Geral Ordinária – AGO, a ser realizada no dia 15 de julho de 2020 por meio da plataforma digital MICROSOFT TEAMS, com primeira convocação às 10:30h (dez horas e trinta minutos).

Caso não haja comparecimento legal, a referida Assembleia será instalada em segunda convocação, às 11h (onze horas), deste mesmo dia com qualquer número de convocados presentes. Em sequência será iniciada a Assembleia Geral Extraordinária – AGE com primeira convocação às 11:15h (onze horas e quinze minutos) e com segunda convocação às 11:30h (onze horas e trinta minutos).

Data: 15 de julho de 2020

AGO / Horários:

1º Convocação – 10:30hs (dez horas e trinta minutos)

2º Convocação – 11h (onze horas)

Pauta / AGO: Examinar, discutir e deliberar sobre o Relatório e Contas da Diretoria relativos ao exercício financeiro encerrado em 31 de dezembro de 2019.

AGE / Horários:

1º Convocação – 11:15h (onze horas e quinze minutos)

2º Convocação – 11:30h (onze horas e trinta minutos)

Pauta / AGE:

a) Examinar, discutir e deliberar sobre a Negociação Coletiva de Trabalho a ser celebrada com o Sindicato dos Práticos de Farmácia e dos Empregados no Comércio de Drogas Medicamentos e Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais; o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais e outras entidades Sindicais Profissionais;

b) Examinar, discutir e deliberar sobre a delegação de poderes à Diretoria para entabular Negociações Coletivas de Trabalho no ano 2020, bem como autorizar o ajuizamento de dissídio coletivo e outras medidas judiciais porventura necessárias;

c) Examinar, discutir e deliberar sobre a fixação de valores, data e critérios da Contribuição para custeio do Sistema Confederativo da Representação Sindical;

d) Examinar, discutir e deliberar sobre a fixação de valores, data e critérios da Contribuição Associativa;

e) Examinar, discutir e deliberar sobre a fixação, valores e critérios da Contribuição Assistencial.

Para participar, a empresa representada deverá solicitar o link de acesso à ferramenta através do e-mail sincofarmamg@sincofarmamg.org.br ou pelo WhatsApp 55 31 99471-0026 até doze horas antes do início da Assembleia.

Edital Assembleia Geral Ordinária


Devo Oferecer Delivery em Minha Farmácia? 6 Dicas pra ser uma Farmácia Delivery


Muitos estabelecimentos têm investido no delivery para aumentar as vendas e atrair clientes. E você, tem interesse em oferecer delivery de farmácia, mas ainda está na dúvida? Preparamos 5 passos que irão lhe ajudar nesta decisão!

O pedido de entrega em domicilio já pode ser considerado um hábito comum dos consumidores. Atualmente, um dos fatores determinantes para algumas vendas – observado pelos clientes antes das compras – é se o estabelecimento comercial dispõe de delivery ou não.

No cenário atual, há uma grande possibilidade de expansão da rede de clientes. Parte disso se deu pela internet, grande aliada das farmácias, que introduziu novos mecanismos nos processos de compra e venda e oferece:

  • Mais praticidade com softwares para farmácia e sistemas de vendas;
  • Facilidade no trabalho de marketing para farmácias e drogarias;
  • Novos canais de contato e formas de entrega;
  • Novas tendências de atendimento ao cliente na farmácia.

A escolha de investir no serviço delivery é determinada pela necessidade e visão dos donos e gestores de farmácias.

Para chegar até a resposta desejada: “devo” ou “não devo” investir em um novo canal de atendimento e entrega, é importante analisar alguns pontos que estão diretamente ligados à sua farmácia.

Somente após uma pesquisa você saberá se é interessante explorar outros meios, além dos tradicionais, para atender seus clientes.

Neste artigo preparamos uma série de passos que te ajudaram a identificar se é importante ou não oferecer delivery em seu estabelecimento. Faça a leitura, analise e aproveite os resultados!

1.Conhecer o público-alvo local

A tomada de qualquer decisão dentro de um negócio exige que, previamente, uma boa observação do público-alvo local seja realizada.

Se você oferece serviços e produtos, depende de alguém para solicitá-los e os comprar, não é? E se não compreende seu próprio cliente, possivelmente não saberá “o quê” nem “como” oferecer.

Estudar e conhecer o público são ações primordiais para a farmácia – no que diz respeito ao bom andamento do negócio, e também para optar entre oferecer delivery ou não.

Uma forma de facilitar a conclusão deste passo é respondendo perguntas como:

  • Será que meu público é o tipo de consumidor que sempre virá até a farmácia comprar?
  • Meu público tem o hábito de utilizar smartphones e internet?
  • Meu público faz parte da geração que está sempre online?
  • Recebo muitas ligações e pedidos de entrega em domicílio do meu público?

Além das perguntas você pode elaborar um Mapa da Empatia.

Mapa da Empatia é, basicamente, uma ferramenta que possibilita a melhor compreensão de quem é o seu cliente, o que ele pensa, deseja e quais são as necessidades e medos dele. Assim você conhece melhor o seu público-alvo e percebe o quanto ainda precisa se aprofundar sobre ele.

Mapa da Empatia para Farmácias

2.Conhecer o tamanho da cidade

Pequenos centros geralmente são associados a públicos reduzidos e baixas demandas – um equívoco que pode bloquear a expansão de sua farmácia.

As cidades menores possuem opções reduzidas de estabelecimentos comerciais e é aí que sua drogaria pode se destacar. Ao oferecer um serviço diferenciado dos demais locais que também fornecem medicamentos, seu negócio estará à frente, será reconhecido e promovido por prestar um novo tipo de atendimento, único no local.

Este tipo de exclusividade não só atrairá mais clientes, mas influenciará clientes a escolherem sua farmácia na hora da compra.

E se as cidades pequenas forem locais com baixa demanda de delivery? Ainda assim devo oferecer este serviço?

O delivery em sua farmácia é, além da ferramenta capaz de aumentar o número de vendas, uma estratégia que promove pontos importantes para a posição da empresa, como:

  • Fidelizar clientes;
  • Ampliar o marketing para farmácia;
  • Prestar serviço personalizado;
  • Aumentar o volume de vendas e clientes sem necessidade de abrir novas lojas;
    Oferecer mais comodidade ao cliente.

Para definir se é interessante investir em delivery, é importante sobre os dados demográficos de uma cidade. Estes dados estão ligados ao sucesso que a farmácia obterá ao oferecer novos canais de atendimento e na forma como os clientes são pré e pós-atendidos.

Se os serviços oferecidos forem de qualidade, credíveis e profissionais com toda certeza irão converter-se em bons resultados.

3.Estudar previamente uma boa estratégia de taxas de entrega e precificação

Uma ação que deve fazer parte da rotina de donos e gestores de farmácias é o estudo de taxas e preços. Antes de oferecer o delivery não é diferente. É importante pesquisar valores cabíveis às finanças da empresa, que também sejam interessantes para os clientes.

Buscar diferentes possibilidades de precificação e elaborar estratégias que tornarão o serviço atraente é decisivo para que o delivery seja uma boa opção, até porque, a taxa de entrega, por si só, é capaz de “espantar” o cliente.

Diante desta difícil missão deixamos como dica a estratégia da isenção de taxa. A ideia é aplicar uma política que anula a taxa de entrega em compras acima de determinados valores – estipulados por você. Com isso além de oferecer a entrega gratuita e ganhar pontos, você influenciará o cliente a consumir mais de uma forma que não o prejudica.

Importante destacar: A isenção de taxas é apenas um entre os inúmeros poderosos gatilhos mentais que podem ser utilizados ou desenvolvidos para que o delivery seja interessante. Além disso, deixamos abaixo um checklist que auxiliará você na hora de definir estratégias envolvendo taxas de entrega e precificações. Confira:

Adotando uma estratégia inteligente de taxa de entrega

4.Fazer benchmarking de mercado

Já ouviu falar em benchmarking?

O termo consiste em um processo de comparação de produtos e serviços que outras empresas do mesmo ramo que a sua oferecem.

O principal objetivo do benchmarking é melhorar os negócios, mas vale lembrar aqui que como um importante instrumento de gestão de empresas ele é, também, um forte aliado para vencer a concorrência.

E atenção: Quando falamos em comparação, nos referimos ao intuito de analisar e aprender, ok? O benchmarking promove o conhecimento de mercado, o estudo de estratégias e a criação de novas ideias partindo do que já foi criado.

Então, recapitulando! Por que fazer benchmarking de mercado para decidir se devo ou não oferecer delivery?

  • Para estudar os concorrentes;
  • Para aprender com as demais farmácias disponíveis na cidade;
  • Para desenvolver novas ideias;
  • Para melhorar os processos de sua farmácia;
  • Para ter a certeza de que o delivery será consistente em sua farmácia;
  • Para melhorar o desempenho da farmácia;
  • Para estudar a aceitação do delivery nas demais farmácias da cidade.

Observar o que outros lojistas do ramo de farmácias estão oferecendo de serviço na cidade é uma forma de monitorar a concorrência e aprender com ela. Obter crescimento no mercado não implica somente na tomada de ações particulares, mas de informações compartilhadas.

O benchmarking é uma forma de conhecer, crescer, prevenir erros e que poderá te auxiliar na decisão de oferecer o delivery ou não.

5.Aderir ao omnichannel para melhor atendimento ao cliente na farmácia

Omnichannel é uma tendência que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma empresa. Lembra que falamos da importância de oferecer novos meios de atendimento ao cliente? Neste caso, ter opções online e offline disponíveis para o cliente é crucial.

O intuito do omnichannel é fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline. Como? Integrando todos os canais da farmácia – loja física, site, mídias sociais – e os transformando em apenas um. Vamos a um exemplo:

Imagine a seguinte situação

Um cliente acessa as mídias sociais – Facebook/Instagram de sua farmácia para verificar se na loja física existe um determinado produto que ele precisa. Nas mídias, este cliente é direcionado ao site de seu estabelecimento. Em seguida, encontrando o produto no site, o cliente vai até a loja, faz o pedido com um dos vendedores no balcão e solicita a entrega em casa.

Omnichannel consiste nisso, na fusão de canais online e offline para que as relações e experiências de compras se estreitem.

Mas, isso é possível? Claro que sim! Inclusive, atualmente, o omnichannel é um requisito capaz de colocar farmácias em posição de destaque no mercado, uma vez que promove benefícios como:

  • Proporciona uma melhor experiência de compra para o cliente;
  • Permite que o cliente satisfaça suas necessidades quando e onde deseja, sem restrição de horário, local ou meio;
  • Impulsiona a melhoria das vendas da farmácia;
  • Auxilia na fidelização de clientes;
  • Otimiza processos de venda e compra;
  • Proporciona maior liberdade ao cliente;
  • Promove os trabalhos de marketing diferenciado para farmácias e drogarias.

Agora que sabemos o que é, vamos ao mais importante: Como aplicar omnichannel de Delivery para farmácia?

O primeiro passo é integrar todos os canais da farmácia – incluindo o delivery – e padronizar. Para essa fusão é necessário que todos os canais estejam em bom funcionamento.

Os meios e processos logísticos devem estar corretamente alinhados para que não ocorram falhas e os sistemas tecnológicos devem enviar informações à loja física a todo o momento.

Em seguida, é necessário tornar padrão a comunicação dos canais para com o cliente. O consumidor deve ser igualmente e muito bem tratado em todos os pontos de contatos existentes.

Por fim, atentar-se à gestão dos canais é indispensável. Como já mencionado, ao integrar opções online e offline o andamento dos processos – financeiro e logístico, devem caminhar em harmonia.

O omnichannel é uma oportunidade de estreitar o relacionamento com os clientes. Através de uma proximidade maior, é possível proporcionar melhores experiências de compra, sem restrições de data, horário e local.

Esta tendência implica na necessidade de ter um canal online para atendimento. Oferecer o delivery para que possa aplicar o conceito pode ser uma forma interessante de gerar bons resultados para sua farmácia.

Agora que já pode decidir entre oferecer delivery ou não, vamos às vantagens que este serviço tem.

Trabalhar com o meio de pedido online e entrega em domicílio é investir na oportunidade de ser conhecido em diversos pontos da cidade.

O delivery é uma possibilidade para ampliar as vendas e acompanhar o ritmo do consumidor atual, que está totalmente inserido no mundo virtual/tecnológico e busca cada vez mais comodidade ao comprar.

Além disso, adentrar ao meio digital é um importante passo para promover o marketing da farmácia com segurança e aumentar os rendimentos da loja, utilizando canais de atendimento além dos tradicionais – telefone e WhatsApp.

Saiba mais sobre marketing digital acessando: Guia de marketing digital para pequenas e médias farmácias

E não se esqueça! O delivery é um canal de venda que, como todos os demais, deve prezar pela qualidade. Antes de aderir ao serviço faça pesquisas, estude o mercado de possibilidades e tenha em mente a importância de contar com uma ferramenta oficial de Delivery para farmácia, como a MyPharma.

Fonte: MyPharma

CFF reitera orientações sobre dispensação de medicamentos para a Covid-19


Considerando a nota de retratação dos autores do estudo com cloroquina e hidroxicloroquina para a Covid-19, publicado pela revista científica The Lancet, no dia 4 de junho de 2020, e o anúncio da retomada do estudo Solidarity Trial, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que havia sido interrompido como precaução para revisão dos dados de segurança, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) vem a público informar à sociedade e aos farmacêuticos, em particular, que se mantêm inalteradas as orientações referentes ao ato da dispensação desses medicamentos, frente ao protocolo “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, publicado no último dia 20 de maio.

O CFF ressalta que os fatos acima citados não devem ser motivo para a mudança de conduta por parte dos farmacêuticos, uma vez que permanece a falta de evidências científicas robustas que embasem uma terapia eficaz para o tratamento e a cura da Covid-19. Os medicamentos citados no protocolo podem ocasionar efeitos adversos importantes, conforme ressaltado pelo conselho na Carta aberta à sociedade e aos farmacêuticos, publicada no dia 26 de maio. Como profissional cônscio das suas responsabilidades e prerrogativas legais, detentor dos conhecimentos técnicos necessários para a tomada de decisão nesse momento, o farmacêutico deve continuar exercendo com propriedade o seu papel no cuidado à saúde dos pacientes.

O CFF, atento ao seu dever institucional na defesa inalienável dos direitos dos pacientes e da sociedade, bem como da autonomia profissional do farmacêutico, ressalta a estes que seus atos devem se basear nas melhores evidências em saúde disponíveis, aquelas que sejam as mais rigorosas, robustas e validadas pela comunidade científica, pelos organismos internacionais e pelas autoridades sanitárias nacionais. Este compromisso implica o acompanhamento, a avaliação e a atualização permanentes de tais evidências para a tomada de posicionamento dos profissionais.

Fonte: Comunicação do CFF

Anvisa aprova nova opção de tratamento para diabetes tipo 2


Pacientes poderão contar com Glivance® XR, desenvolvido e produzido na fábrica da Merck no Rio de Janeiro

A Merck, empresa líder em ciência e tecnologia, anuncia a aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) do medicamento Glivance® XR na apresentação 500/30 mg, para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. A nova opção é a primeira associação do mercado constituída por cloridrato de metformina (500 mg) e gliclazida (30 mg) em um comprimido único de liberação prolongada indicado como terapia de substituição.

O diabetes tipo 2 representa 90% dos 12 milhões de casos diagnosticados no Brasil, e na população idosa, os números chamam ainda mais atenção. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, a frequência do diabetes aumenta com o avanço da idade, sendo que, de acordo com pesquisa realizada, 23% das pessoas com mais de 65 anos foram diagnosticadas com a doença.

Para essa população, o medicamento ainda traz a vantagem de possível melhora na adesão ao tratamento, já que em apenas um comprimido, combina dois princípios ativos para o controle da doença, tornando o uso menos complexo para os pacientes idosos e poli medicados.

Tratamento para a diabetes tipo 2

Outro ponto importante para a Merck, é a possibilidade de oferecer opções de qualidade e acessíveis à população para o controle da doença, como o Glifage XR (cloridrato de metformina), por exemplo, que é um dos medicamentos mais prescritos no Brasil, está disponível gratuitamente no programa Farmácia Popular.

“Temos muito orgulho, pois este novo medicamento foi desenvolvido na nossa fábrica no Rio e também será produzido aqui. Ele veio para complementar o nosso portfólio de opções terapêuticas para doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares e distúrbios da tireoide, consolidando a nossa liderança no país em oferecer tratamentos acessíveis para a população, com a credibilidade do nome Merck”, afirma Pedro Galvis, Diretor Geral da Merck no Brasil e Gerente Geral da divisão de Healthcare.

Apesar dos riscos, 64% de brasileiros com diabetes tipo 2 não seguem tratamento adequado

Foto: Shutterstock

Fonte: Merck