Brasileiro vai mais à farmácia durante pandemia da Covid-19, indica pesquisa

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Brasileiro vai mais à farmácia durante pandemia da Covid-19, indica pesquisa

Para 67% dos pesquisados, as farmácias são boas fontes de informação em saúde

Durante o mês de junho, a Editora Abril / Veja Saúde conduziu uma pesquisa com mais de 1800 brasileiros, por meio da internet e redes sociais, com o objetivo de identificar alterações nas medidas de autocuidado da população em função da pandemia do novo coronavírus. O estudo, realizado em todo o País, mapeou importante mudanças no comportamento das pessoas no que diz respeito à utilização dos serviços de saúde; busca por informações e alterações dos hábitos alimentares e da prática de atividade física.

Entre as alterações no comportamento do brasileiro, a pesquisa retrata o receio em se contaminar ao ir a hospitais ou pronto-socorro para 56% dos pesquisados e um aumento de 9% na frequência de idas às farmácias, além da procura dos serviços de telesaúde, que cresceu em 10%.

As farmácias também são uma fonte de informação confiável para os brasileiros. De acordo com a pesquisa, 67% dos brasileiros concordam que as farmácias prestam uma boa atenção no que diz respeito à informação em saúde quando precisam comprar algum medicamento. Quando na farmácia, 41% das pessoas procuram informação sobre o uso do medicamento; 21% se informam sobre os efeitos adversos e 20% sobre os sintomas. “Estes dados refletem o investimento que o setor tem realizado na capacitação e desenvolvimento dos seus profissionais para que eles ofereçam suporte e orientação aos brasileiros na compra dos medicamentos isentos de prescrição e demais produtos”, explica Marli Sileci, advogada e vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP).

Idas à farmácia durante a pandemia

O aumento da frequência de visitas à farmácia se dá em função do crescimento no consumo de alguns produtos específicos. A busca por suplementos vitamínicos e alimentares aumentou em 18% após a pandemia. Já a compra de fitoterápicos (medicamentos feitos com plantas medicinais) e de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) cresceu 12% e 8%, respectivamente. Os medicamentos prescritos por médicos cresceram 7% e os preparados em farmácias de manipulação 5%.

A pesquisa quantitativa, realizada em junho em forma de questionário estruturado e publicada em sites e redes sociais da Editora Abril; contou com 1874 respondentes, sendo que deste total, 70% mulheres e 30% homens; 57% entre 25 e 54 anos e 43% com 55 anos ou mais. “Nosso objetivo foi mapear os impactos da pandemia nos hábitos e comportamentos que envolvem o autocuidado e são fundamentais para a preservação da saúde, não somente durante a pandemia. E vimos que vários aspectos foram afetados positivamente, o que nos permite afirmar que esta crise deixará um legado positivo para nossa população no que diz respeito à maior consciência sobre o cuidado e a responsabilidade individual com a saúde e qualidade de vida”, afirma Marli.

O autocuidado envolve questões fundamentais, como higiene pessoal, nutrição, prática de atividades físicas, condições de moradia e hábitos sociais, além do uso consciente de medicamentos. De acordo com a

pesquisa, os aspectos do autocuidado mais afetados positivamente pela pandemia foram: Ter bons hábitos de higiene para 29% dos pesquisados; Informar-se sobre saúde para 22%; Conhecer a si mesmo (dar atenção a sinais do corpo e fazer autoexames) para 18%; Ter uma alimentação saudável para 14%; Usar medicamentos de forma responsável para 4% e evitar riscos à saúde (cigarro, álcool, drogas) para 4%.

Foto: Shutterstock

Fonte: Abimip