Quais categorias nas farmácias foram afetadas pelo novo coronavírus?

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Quais categorias nas farmácias foram afetadas pelo novo coronavírus?

Vitaminas e itens de higiene seguem em alta, enquanto os cosméticos perdem importância nas farmácias. Acompanhe as tendências!

O novo coronavírus (Covid-19) trouxe uma série de mudanças no consumo dos brasileiros e as farmácias  foram afetadas diante deste comportamento.

Entre as principais mudanças, além da jornada do consumidor nas lojas físicas que se tornou muito mais objetiva – e do salto nas compras on-line – os clientes também tiveram sua cesta de compras alterada, com foco na higiene e prevenção.

Essa realidade já pode, inclusive, ser comprovada por números. Uma pesquisa on-line nacional do IBOPE, encomendada pela Bayer, mostrou que 14% dos entrevistados passaram a utilizar de suplementos vitamínicos para reforçar o sistema imunológico e prevenir doenças; e 13% passaram a usar mais produtos de higiene pessoal.

Nesse sentido, as farmácias dispararam as vendas de vitaminas, como C e D. Até mesmo medicamentos como hidroxicloroquina, que foi especulada no início da pandemia como um dos tratamentos para a Covid-19 e hoje está praticamente descartada como alternativa para tal, atingiu picos de vendas no período.

Isso sem falar nos produtos de higiene pessoal, como álcool em gel. Segundo dados da Ebit| Nielsen, as vendas on-line de gel antisséptico higienizador de mãos cresceram quatro vezes em fevereiro na comparação com janeiro deste ano, superando o faturamento de R$ 1 milhão no período.

Acompanhe, nessa reportagem, quais categorias de produtos estão sendo mais afetadas em vendas dentro das farmácias; aquelas que tendem a seguir em ritmo de alta ou que devem ter retração em consumo; novas oportunidades, como os testes rápidos de Covid-19 aprovados para o canal; entre outros temas que podem ajudar esses estabelecimentos a se adequarem as novas necessidades do consumidor.

Quais produtos foram mais procurados e quais tiveram retração em vendas?

Um levantamento realizado pelo IQVIA apontou um aumento significativo nas vendas de alguns medicamentos e vitaminas relacionados à Covid-19 nos três primeiros meses desse ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre eles:

  • ácido ascórbico (vitamina C), associado por fake news à prevenção da doença, que teve um crescimento de 198,23%;
  • O paracetamol, com 83,56% a mais em sua comercialização e a dipirona sódica, com aumento de 51%;
  • O ibuprofeno, que por um breve período foi relacionado ao agravamento de casos da doença, teve uma queda nas vendas de 2,95%;
  • hidroxicloroquina e colecalciferol (vitamina D), atribuídos, por um período, como remédio para o tratamento da Covid-19, tiveram crescimento de vendas de 53,03% e 23,74%, respectivamente (dados relativos ao Estado de São Paulo).

Outro levantamento, apontado pela 2a Edição do Termômetro de Consumo da Kantar, indicam, ainda, que entre janeiro e fevereiro de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior:

  • 784.000 lares a mais compraram analgésicos, 330.000 passaram a comprar vitaminas, especialmente a C;
  • 224.000 lares se tornaram compradores de antigripais.

Ademais, essa mesma pesquisa também aponta que, nos Estados Unidos, por exemplo, a maquiagem enfrenta potencial de perda nas ocasiões de uso devido aos diferentes hábitos de quem trabalha dentro e fora de casa.

Só por lá, pode ser de 402 milhões de ocasiões a menos.

Os produtos de higiene pessoal também tiveram aumento nas vendas?

farmacias afetadas coronavirus alcool gel

Sim! Atentos ao alcance global do coronavírus, os brasileiros se mostraram preocupados com a epidemia chinesa e, consequentemente, buscaram métodos de prevenção.

De acordo com o aplicativo Farmácias App, as vendas de máscaras e álcool em gel refletem essa tendência, com alta exponencial em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Outros dados, da Ebit|Nielsen, mostram que as vendas on-line de gel antisséptico higienizador de mãos cresceram quatro vezes em fevereiro na comparação com janeiro deste ano. Assim, superando o faturamento de R$ 1 milhão no período.

As máscaras de proteção, igualmente, tiveram destaque expressivo nas vendas, segundo a Farmácias App. Em primeiro lugar, o produto registrou aumento de 117% no volume de vendas e, em segundo lugar, analisando o faturamento, a alta foi de 113% em relação a janeiro de 2019.

Quais categorias de produtos tiveram impacto negativo nas vendas entre as mulheres?

De acordo com a 2a Edição do Termômetro de Consumo da Kantar, nesta pandemia, 15 categorias voltadas para mulheres têm potencial para serem impactadas negativamente. Entre elas:

  • Sabonetes líquidos e em barra;
  • Maquiagens e removedores;
  • Cremes dentais;
  • Hidratantes faciais e corporais;
  • Depiladores e lâminas;
  • Desodorantes;
  • Fragrâncias;
  • Demais produtos para estilização, cuidado íntimo e banho.

E quais categorias de produtos tiveram impacto negativo nas vendas entre os homens?

Ainda de acordo com a 2a Edição do Termômetro de Consumo da Kantar, nesta pandemia, sete categorias devem perder ocasiões de uso entre os homens. Entre elas:

  • Xampus;
  • Produtos para banho;
  • Creme dental;
  • Ferramentas para estilização;
  • Fio dental;
  • Fragrância;
  • Antisséptico bucal.

Como o consumidor escolhe a farmácia durante a pandemia?

farmacias afetadas coronavirus consumidor 1

A recomendação de evitar aglomerações já influencia o consumidor na hora de escolher a melhor loja para suas compras e, certamente, canais menores e mais próximos de suas residências são os grandes destaques. Os dados são da 11a Edição do Termômetro de Consumo da Kantar.

Assim, os “Top 5” atributos mais relevantes para escolher a loja foram:

  • Poucas pessoas no local (60,2%);
  • Perto de casa (69,6%);
  • Preços acessíveis (53,4%);
  • Cumprimento das medidas sanitárias, como uso de máscaras e luvas (47,8%);
  • Sem filas para entrar (44,9%).

As farmácias estão autorizadas a realizar testes rápidos para o novo coronavírus?

Os testes rápidos para coronavírus em farmácias foram regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em farmácias no último dia 28 de abril, por meio da RDC Nº 377.

Dessa forma, hoje, grandes redes do País se mobilizaram para oferecer o serviço nas salas clínicas. Entre elas, o Grupo Tapajós, Farmácias Pague Menos e a Drogaria Venancio.

Como funcionam os testes rápidos?

farmacias afetadas coronavirus testes rapidos

Segundo informações do Hilab, que é uma das fornecedoras destas soluções para farmácias, o farmacêutico passa por um treinamento para se tornar um especialista Hilab.

Ele aprende, assim, sobre do sistema, e também passa por treinamentos focados em cada exame oferecido na farmácia em que este profissional atua.

O teste da empresa é sorológico, ou seja, serve para identificar a presença de anticorpos no sangue, tanto o IgG quanto o IgM, e demora em média 15 minutos para obter o resultado.

Para realizar o exame, o profissional de saúde retira algumas gotas de sangue do dedo do paciente. Após a coleta, a amostra é colocada em contato com os reagentes dentro de uma pequena cápsula, que é depositada dentro do dispositivo que cabe na palma da mão.

O dispositivo, então, cria uma “versão digital” da amostra que é transmitida instantaneamente via internet para a equipe de biomédicos em um laboratório físico, onde especialistas, que contam o auxílio de algoritmos de Inteligência Artificial (IA) própria, vão emitir um laudo em questão de minutos.

O paciente recebe o resultado no smartphone via SMS ou e-mail.

Qual o valor médio praticado pelas farmácias para os testes rápidos para Covid-19?

De acordo com a Hilab, o valor em média é de R$ 130,00 a R$ 180,00, dependendo da farmácia.

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Seja para escolher o melhor mix de produtos, ou seja para ficar de olho nas oportunidades, é fundamental que os gestores do canal estejam por dentro sobre como as farmácias podem ser afetadas diante do novo coronavírus.

Nesta reportagem, você conseguiu acompanhar não apenas quais as categorias de produtos têm potencial de alta neste período de isolamento social, como também quais estão em queda; as novas preferências do consumidor na hora da compra; e as mais recentes estatísticas sobre o assunto.

Nesta leitura, também foi possível acompanhar as principais informações sobre os testes rápidos que podem ser aplicados no canal, trazendo uma possibilidade de serviço inovador para a loja.

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Fonte: Guia da Farmácia

Fotos: Shutterstock